“O livro Ilusões que passaram... (1931) é uma coletânea de 40 poemas distribuídos ao longo de 64 páginas. A obra reflete um lirismo melancólico e romântico, expressando desilusões e angústias existenciais. No prefácio, o autor demonstra consciência da força do modernismo na literatura da época, mas assume seu estilo anacrônico, descrevendo-se ironicamente como "temerário" e "imbecil" por ainda escrever versos românticos em um período dominado por novas tendências literárias.”
“Dois anos depois, em 1933, publicou Alma enferma que é uma coletânea de 20 poemas distribuídos em 51 páginas. Diferente de sua obra anterior, Ilusões que passaram..., que continha 23 sonetos, Alma enferma apresenta apenas dois, demonstrando uma mudança na estrutura poética adotada pelo autor. A temática do livro permanece fortemente ligada ao lirismo melancólico, com foco no sofrimento existencial, nas desilusões amorosas e na dor da passagem do tempo. A influência do romantismo e do simbolismo é evidente, assim como um tom irônico e, por vezes, humorístico, que diferencia essa obra de sua anterior. A recepção de Alma enferma contou com notas críticas nos jornais A Tarde e Diário de Notícias, que destacaram o caráter híbrido da obra, oscilando entre o sério e o humorístico.”